Você está sentado a quase 1h30min ouvindo outra pessoa apresentar sobre determinado assunto. Após esse tempo, a pessoa finaliza e você já nem se lembra mais do que ela disse nos primeiros 10 minutos. Essa cena parece comum para você? Em contrapartida, também sabemos que iniciar um discurso pode parecer um desafio imenso. É nesse cenário que a técnica do Punch torna-se uma grande aliada. Ela é capaz de dar um toque especial ao momento e pode ser desenvolvida de várias maneiras. 

Por que perdemos o foco/atenção?

Vamos começar do começo. Para funcionar, o cérebro humano consome oxigênio, glicose e sangue. Ao receber uma informação, são ativados milhares de neurônios, que gastam energia e entram em um estado de fadiga e exaustão.

De acordo com um estudo publicado recentemente pela Universidade de Newcastle, o cérebro humano age por meio de uma “varredura”, que basicamente consiste em ciclos onde os neurônios se dividem entre “time titular” e “time reserva”. Basicamente, isso significa que para cada neurônio engajado na tarefa de prestar atenção, há sempre um neurônio titular preservando sua energia, caso você precise mudar rapidamente de tarefa (como frear bruscamente o carro). 

Então sim. O cérebro é programado para prestar atenção com eficiência. O que significa ignorar o foco de tempos em tempos e checar se não há nada ao redor que deva ser priorizado.

Tudo isso pode parecer muito bom. Todavia, existe uma grande vilã nesse cenário: a tecnologia. Segundo pesquisa realizada pela Microsoft, no ano 2000, a capacidade de atenção humana era, em média, de 12 segundos. Em 2013, esta capacidade caiu para oito segundos, o que significa um segundo a menos do que a capacidade de atenção média de um peixinho dourado, estimada por cientistas

A pergunta agora é: você está preparado(a) para chamar a atenção de alguém em poucos segundos? Caso não, fique tranquilo(a), nós vamos te ajudar. É nesse cenário que a técnica de oratória Punch torna-se uma grande aliada. Bora lá conhecer!

O que é o Punch?

O potencial método “Punch” foi enfatizando por Garr Reynolds em seu livro Presentation Zen. De acordo com ele, o Punch deve funcionar verdadeiramente como um “soco”. Isso mesmo: em outras palavras, o autor fomenta que as chances de sucesso em sua fala são bem maiores quando ela começa com um impacto, ou seja, abandonando aquelas introduções monótonas em que o tema a ser abordado é dito logo de cara.

Como colocar o Punch em prática?

Para realizá-lo é necessário que, antes de mais nada, haja ciência de que todas as etapas do discurso são importantes, mas que na introdução isso se torna ainda mais significante. Isso acontece porque é nela que sua plateia concentrará a informação, ou seja, decidirá se continua atento a você ou não. Separamos algumas dessas etapas que podem ser aplicadas em qualquer ambiente e situação.

 

Pessoal

Ao iniciar o discurso, busque aproximar seu público. Isso pode ser feito por meio da utilização, com cautela, de um exemplo familiar. Mesmo em momentos profissionais, uma boa história cativa o ouvinte e promove identificação. Lembre-se de que você se comunica com pessoas, e pessoas buscam por empatia. Nada melhor para entender isso do que por meio dos exemplos:

Inesperado

Você iria a uma apresentação que não lhe agregasse nenhum conteúdo? Esse é exatamente o objetivo contrário do Punch Inesperado. Utilizar essa técnica é simples: basta inovar naquilo que se propõe apresentar. Em linhas gerais, fuja do que é previsível e surpreenda seus ouvintes e/ou espectadores com novas propostas, metodologias e ideias. Mas lembre-se: não viole códigos de ética e conduta.

Novidade

Nessa modalidade o que vale é não haver monotonia. Inicie seus discursos com algo novo, seja uma frase, uma imagem ou outro elemento que faça você ser o centro da atenção. Não se esqueça de que o início é o momento de tomada de decisão para seu ouvinte ou espectador. Seja um comunicador atento para apresentar ideias inovadoras apontando as soluções, e não só os problemas.

Desafio 

Durante seu discurso, mantenha-se atento para não apenas ficar transmitindo informações. Instigue a curiosidade da plateia apresentando questões que a faça pensar sobre o tema. Motive o ouvinte a se sentir parte do discurso, fazendo perguntas a ele. Não necessariamente ele precisa lhe responder, mas cabe a você fazê-lo pensar.

 

A efetividade do Punch pode ser comprovada ao assistir os Ted Talks mundiais. Nunca se esqueça de que um bom Punch conquista e mantém seus ouvintes/espectadores atentos e receptivos à mensagem. Não hesite em usá-lo.

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