Realizada nos dias 25, 26 a 27 de janeiro, a “Semana do Orador” contou com mais de 2000 inscrições e muita interação ao vivo. Durante o evento, recebemos algumas dúvidas, as quais foram respondidas no decorrer do evento. Mas, não há nada melhor do que um aprendizado cíclico e imersivo, certo?! Esse é o objetivo da Vox2you e é o exato motivo para criarmos esse conteúdo e também para liberarmos todas as aulas do evento.

Já imaginou sua dúvida aparecendo no blog da maior escola de oratória da América Latina?! Ainda não? Então, esse é o momento! 

Como lidar com a timidez?

Tão comum quanto a utilização dos vícios de linguagem, a timidez atinge milhares de pessoas pelo mundo. Definida como um característica que envolve o medo constante de qualquer julgamento vindo de outras pessoas, ela comumente proporciona consequências psicológicas e fisiológicas em quem sofre. A boa notícia é que a perda da timidez também pode ser treinada, seja por meio da prática de técnicas de oratória ou do consumo de conteúdos que fomentem esse desenvolvimento. Ted’s Talks são uma ótima opção para isso!

O fato da pessoa ser introspectiva pode atrapalhá-la para falar em público?

A verdade é que isso pode ou não acontecer. Mas antes de mais nada, é importante lembrar que timidez não é sinônimo de introspecção.

Enquanto um indivíduo tímido tem dificuldade em expressar aquilo que pensa, focando seus esforços na aprovação das outras pessoas e no limitante medo por não saber o que esperar de determinada situação, a pessoa introvertida valoriza exatamente o contrário. Ou seja, a introversão tem como pilar a não valorização da aprovação externa, dando mais espaço à própria companhia e ao pensamento prévio à ação. 

Assim sendo, um indivíduo introspectivo pode sim sentir-se desconfortável ao falar para muitas pessoas, visto que valoriza momentos mais calmos.  Possui personalidade mais voltada à reflexão e f. Entretanto, essa condição não deve-se ao medo de falar em público, mas, sim, a uma característica pessoal

Qual a relação entre técnica e naturalidade?

Ao utilizar uma das técnicas de oratória, é preciso ter em mente que tal esforço tem um único objetivo: melhorar sua comunicação. E para isso faz-se necessário ser você. Sim, ser você, mantendo sua essência em todos os momentos da sua vida. Certamente ao comprar roupas e sapatos você tem tendência a determinado estilo. É exatamente assim na prática de tais técnicas.

Manter a naturalidade garantirá o estabelecimento de um potente elemento para as relações sociais: o Rapport. De origem francesa, a palavra “Rapport” significa relação, e tornou-se um dos princípios fundamentais dentro da oratória. Conceituada como a técnica de criar uma ligação de empatia com outra pessoa, o Rapport constrói uma relação em que todas as opiniões são consideradas e respeitadas, de maneira a suspender todo e qualquer julgamento com relação ao outro.

Estudado na Programação Neurolinguística (PNL), o Rapport também é uma estratégia implantada em diversas áreas profissionais. Colocá-la em prática é simples, afinal, é uma técnica que envolve, simplesmente, “copiar” determinados aspectos do comportamento do outro indivíduo, como, as palavras utilizadas e condutas. 

Por exemplo, se você for um profissional da área de vendas e seu cliente usar um termo específico, como “tal coisa é sensacional”, você pode incluir a palavra “sensacional” nas suas próximas falas.

O que seria uma boa introdução?

Seja você profissional da área política, de vendas, educação ou qualquer outra, certamente já deve ter pensado qual o segredo para uma boa introdução. Para isso, existem diversas táticas, entre elas, bombas de intuição, redução ao absurdo e história de detetive. 

Para colocar a estratégia “Bombas de Intuição” em prática, é necessário que você inicie seu discurso por meio de uma ideia que as pessoas já acreditam ser verdade. Por exemplo, imagine que você precise falar da importância da oratória. Sua bomba de intuição pode partir do princípio da explanação de dados do mercado sobre a importância das soft skills. Explanar sobre o assunto facilitará a introdução de pontos que abordem diretamente a oratória. 

Já na “Redução ao Absurdo”, a estrutura é um pouco diferente. Aqui, deve-se atacar aquilo que você não deseja, ou seja, mostrar que a visão oposta não é o melhor caminho. Dessa maneira, sua ideia inicial prevalecerá naturalmente e com mais precisão. Ainda seguindo o exemplo da defesa da importância da oratória, comunique apenas informações que destaquem as consequências da falta de domínio da oratória, como, a perda de oportunidades pessoais e profissionais. 

Por fim, na estratégia “História e Detetive”, ocorre a criação de um mistério e posteriormente a explanação de várias soluções, de modo a descartar uma a uma. Esse processo deve ser repetido até que resulte apenas a opção sobre o assunto que será abordado. Suponhamos que você tenha uma apresentação e seu objetivo seja valorizar a oratória. Você pode optar por sugerir: leitura de materiais online, estudo de outros idiomas e o investimento em um curso de oratória. 

E no caso de apresentações de um TCC? Usaria estas técnicas também?

Apresentações de TCC, entrevistas de emprego, reuniões importantes. Seja qual for a situação, as técnicas de oratória não só podem, como devem ser utilizadas. Em situações de tensão, é fundamental que haja principalmente consciência sobre as principais técnicas de oratória para ansiedade. 

O que é adequado em relação à linguagem corporal?

Assim como a linguagem verbal é alvo de inúmeras observações e cuidados, os gestos e expressões que compõem a linguagem corporal também. Isso deve-se principalmente aos estudos realizados acerca da comunicação humana, ou seja, que compreendem todos os aspectos da mesma. Por exemplo, segundo estudo realizado em 1960 por Albert Mehrabian, professor da University of California, a comunicação humana segue, em alguns contextos, a chamada “Regra 7-38-55”. Observe a imagem abaixo: 

Pilares da oratória

Em suma, o estudo aborda o poder das palavras, do tom de voz e das expressões faciais (linguagem corporal) na comunicação humana. Na teoria, Mehrabian afirma que a existência de uma inconsistência entre o verbal e o não verbal, tende a levar o ouvinte para uma maior absorção do não verbal. Entretanto, o professor conclui que a regra não se aplica a todas as situações ou contextos do cotidiano.

Jamais se esqueça que em um processo comunicacional, o objetivo é ser entendido pelo seu ouvinte. Assim sendo, cuidado com o excesso na utilização dos elementos da linguagem corporal. Veja as dicas abaixo: 

Como conectar-se com consumidores distantes, considerando nossa realidade atual/digital?

Em meio ao isolamento social, muitas empresas adotaram o home office. A expressão inglesa que significa “escritório em casa”, foi e continua sendo muito utilizada, inclusive para a área de vendas. Entretanto, assim como em relações presenciais, as relações digitais não só podem, como devem ser trabalhadas com a utilização das técnicas de oratória, com destaque para o Rapport. 

Como colocar as técnicas de oratória em prática nos Stories?


Mais do que nunca, a comunicação está inserida no universo digital, seja por meio de tecnologias ou plataformas. O “boom” na produção de conteúdo durante o isolamento social, denunciou a escassez de domínio sob a execução de vídeos no Instagram. 

Quem comunica, comunica para alguém, seja presencial ou virtualmente. Se você já exercitava sua oratória antes, é só continuar. Busque tornar a câmera sua “amiga”, esquecendo que é uma câmera. Falar bem em vídeos não é um dom inato aos seres humanos, mas, sim, é fruto de muito treino. O universo digital proporciona uma oportunidade que até então era impossível para a comunicação “cara a cara”: a chance de poder apagar, refazer ou trocar um detalhe daquele material que você não tenha gostado ou não tenha tido um desempenho tão legal assim.

Mais do que técnicas de oratória apenas para o momento “final”, você também deve dominar as informações acerca do seu público. Podemos considerar tal cuidado como “os bastidores de todo o show”. Ninguém gosta de seguir alguém e ser impactado com um conteúdo que não entregue valor algum. 

É bom um apresentador para descontrair contar uma piada para chamar a atenção do público?

Jamais confunda humor com fazer piada. Isso é extremamente perigoso. 

Sabemos que iniciar um discurso pode parecer um desafio imenso. É nesse cenário que a técnica do Punch torna-se uma grande aliada. Ela é capaz de dar um toque especial ao momento e pode ser desenvolvida de várias maneiras. Separamos algumas delas:

Pessoal

Ao iniciar seu discurso, busque aproximar seu público. Isso pode ser feito por meio da utilização com cautela de um exemplo familiar. Mesmo em momentos profissionais, uma boa história cativa o ouvinte e promove identificação. Lembre-se de que apenas um bom histórico não é suficiente: você se comunica para pessoas, e pessoas buscam por empatia.

Inesperado

Utilizar essa técnica é simples: basta inovar naquilo que se propõe apresentar. Em linhas gerais, fuja do que é previsível e surpreenda seu público com novas propostas, metodologias e ideias. Todavia, jamais viole códigos de ética e conduta. 

Novidade

Nessa modalidade o que vale é não haver monotonia. Inicie seus discursos com algo novo, seja uma frase, uma imagem, ou outro elemento que faça você ser o centro da atenção. Não se esqueça que o início é o momento de tomada de decisão para seu ouvinte ou espectador. Seja um profissional atento para apresentar ideias inovadoras, otimizadas e funcionais.

Desafio

Um bom profissional instigará a curiosidade e animará o público em momentos pontuais. Em síntese, não transmita informações incessantemente.

Humor

Piadas podem até ser legais, mas em momentos apropriados. Caso usadas exageradamente ou de má forma, elas podem empobrecer ou até ridicularizar sua fala/apresentação. Ao invés disso, opte por realizar uma observação irônica (na medida) ou conte uma história engraçada relacionada ao tema.

Um bom Punch conquista e mantém seus ouvintes/espectadores atentos e receptivos à mensagem. Não hesite em usá-lo.

 

Se você chegou até aqui, provavelmente já entendeu a extrema importância do aperfeiçoamento da comunicação. E é nesse cenário que entram os cursos de oratória, que vão muito além de ensinar a falar bem em público. 

Durante todas as fases da vida a comunicação é exercida. Do nascimento às primeiras experiências escolares. Dos primeiros relacionamentos às vivências no mercado de trabalho. Em todos esses momentos a única variável são as estratégias e técnicas utilizadas. 

É cada dia mais extensa a lista de situações em que um curso de oratória se faz necessário. Entre em contato com a unidade mais próxima e descubra o curso de oratória perfeito para você.

 

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